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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Um passe açucarado dos Clubes para a Federação.









Quando os jogos de seleções tiram das principais competições do país os melhores jogadores, aqueles que custam mais caro, os clubes sofrem tecnicamente e protestam. Com razão. Mas o que fazem para mudar tal realidade?

O Campeonato Brasileiro se consolidou com pontos corridos e 38 rodadas. A Copa do Brasil cresceu em qualidade, importância e popularidade com os times que jogam também a Libertadores. Contratos válidos até 2018 asseguram que Libertadores e Copa Sul-Americana continuarão em semestres diferentes, por menos sensato que possa parecer. Ou seja, só há um caminho para aliviar o calendário: redimensionar os Estaduais, reduzir o número de jogos dos grandes, liberando as datas dos jogos de seleções.

Pois desde 11 de setembro a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) sedia um fórum de debates sobre a competição. Em tese, seria a oportunidade de dizer presente, apresentar propostas, exibir insatisfação através de uma ação articulada entre os quatro grandes cariocas.

Na porta do auditório, há uma lista de presença. Consultado o histórico das oito reuniões já realizadas, um dado chama atenção: apenas o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, assinou a lista de presença. E mesmo assim de um único encontro. Os demais, nunca apareceram. Ou seja, juntos, os presidentes de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco somam 31 ausências e uma presença.

Argumentam que mandam representantes. Pois das oito sessões, apenas duas tiveram a presença de dirigentes ou funcionários dos quatro clubes. Nos encontros mais recentes, o comparecimento minguou ainda mais. Na sétima reunião, há dez dias, só Fluminense e Botafogo estavam representados. Na última terça-feira, apenas um advogado do Flamengo apareceu. Quase todos os encontros do fórum, aliás, aconteceram num auditório vazio, com média de 30 presentes, incluindo clubes pequenos, jornalistas, diretores da Federação e representantes de órgãos públicos.

É como um passe sob medida, açucarado, dos clubes para a Federação. É verdade que parte considerável dos palestrantes convidados têm discursos afinados com a entidade, fazem discursos comoventes em defesa do atual formato do Estadual. O caso é que as ausências reforçam o discurso da Ferj. O presidente da Federação, Rubens Lopes, garante que, além de ausentes, os clubes grandes jamais enviaram qualquer documento com sugestões ou pedidos formais de redução do campeonato.

- Mais uma vez, queria lamentar a ausência dos principais interessados - disse Lopes, ao abrir a sessão da última terça-feira.

O discurso é repetido como um mantra.

- Se os problemas do Estadual fossem tão grandes quanto estes clubes nos querem fazer crer, estariam aqui - discursou o vice jurídico da Federação, Cláudio Mansur, há dez dias.

Na reunião que tratou dos preços de ingressos, o Vasco esteve ausente. Já a discussão sobre mídia e mecanismos de divulgação do campeonato não seduziu quase nenhum dos grandes: Flamengo, Fluminense e Vasco faltaram. Apenas o tricolor, por sua vez, mandou representante para o encontro sobre mercado de trabalho ligado ao futebol carioca, enquanto Vasco e Flamengo não se interessaram pela reunião sobre a criação de um Código de Postura para o campeonato, punindo críticas à competição. Também fracassou a reunião sobre a criação do Fair Play Financeiro no Estadual: Fluminense, Vasco e Botafogo não foram.

Os temas que reuniram todos os grandes foram a discussão sobre estádios e sobre segurança. Em ambas, funcionários de áreas com afinidades com o tema representaram os clubes. Mas não houve pronunciamento de membros das diretorias dos clubes grandes. 

Uma oportunidade de reverter o quadro se anuncia para a próxima terça-feira. O fórum vai discutir, especificamente, o modelo de campeonato para as próximas temporadas. É a chance de dizer presente.


Fonte: Blog do Mansur


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/10/Um-passe-acucarado-Clubes-para-Federacao.html

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Negueba comemora passe para a classificação do Flamengo.









O lançamento de Negueba para Paulinho nos minutos finais da vitória por 2 a 1 sobre o Emelec-EQU, em Guayaquil, foi o alívio que o Flamengo precisava no momento de pressão. Ali, o time garantiu a sobrevivência por mais uma rodada na Taça Libertadores, precisando vencer o León-MEX, semana que vem, para assegurar a vaga nas oitavas de final.

Por isso, Negueba festejou tanto o acerto da jogada. Ele entrou em campo já depois dos 30 minutos do segundo tempo, com o jogo empatado em 1 a 1. Um gol do Emelec eliminaria o Flamengo da competição.

- O jogo foi muito bom para mim. Passei um ano difícil e pude ajudar o Flamengo a dar um passo para a classificação - disse Negueba, que ficou um bom tempo machucado no ano passado, quando estava emprestado ao São Paulo, antes de ser devolvido ao Flamengo.

Depois do jogo, Negueba falou com seus pais Carlos e Tereza e se emocionou. Para ele, essa temporada tem servido para recomeçar no futebol. Ele apareceu no Flamengo como promessa, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2011, mas acabou não conseguindo se firmar.

- Liguei depois do jogo para a minha mãe e meu pai, que me ajudaram muito no momento em que mais precisei. Ela chorou pelo telefone comigo - comentou o jogador.

Negueba segue como opção no banco de reservas do técnico Jayme de Almeida. Este ano, ele já atuou em 10 jogos, sendo quatro deles como titular, marcando dois gols.

Fonte: GE


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/04/Negueba-comemora-passe-para-classificacao-Flamengo.html