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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O que esperar da mudança de política financeira do Fla.









Nas últimas duas décadas, a torcida do Flamengo se acostumou a ver a expressão "engenharia financeira" sempre presente na página de contratações do time nos principais jornais do país. O termo significa, em bom português, que um novo elemento será acrescido à equação de contratações. Um agente externo - um grupo de empresários, por exemplo - determinante para o sucesso da empreitada. Foi nessa toada que o Flamengo apresentou nomes como Ronaldinho, Vampeta, Romário, Edmundo, e tentou, sem sucesso, trazer o Robinho.

O prazer de assistir à grandes astros com o Manto Sagrado dura até o primeiro atraso salarial. O amor acaba, a relação se desgasta e, pouco depois, time e atleta rumam por caminhos diferentes. A conta, porém, só chega para o clube, que é acionado na justiça e, não raro, cede jovens promessas para bancar o prejuízo. É claro que nem todo negócio é ruim. Adriano, em 2009, não só foi protagonista do título brasileiro, como fez a venda de camisas disparar. Mas a alegria durou pouco mais de um ano. Muito pouco para um clube como o Flamengo, não?

A gestão Patrícia Amorim ficou marcada pela irresponsabilidade e pelo caos financeiros, como se descobriria meses depois; foi ainda ridicularizada pelo tempo investido na recuperação do "parquinho" e pelas medidas populistas (como a apresentação de Vagner Love). Depois de anos de maus tratos, era hora de recuperar o clube.

Foi com essa filosofia que um grupo de empresários se reuniu para resgatar a credibilidade do Flamengo e recoloca-lo em seu devido lugar. Primeiramente na figura de Wallim Vasconcelos, a Chapa Azul reuniu rubro-negros de boa fé, sedentos em ajudar o Mengão e dispostos a construir, junto a esse grupo, o clube mais forte do país.

O início não foi fácil. O buraco indicava uma dívida quase 100% maior do que a publicada. Os jornais estampavam que o Flamengo celebrava a conquista das CND's, enquanto alguns torcedores se perguntavam "em que posição ele jogava". As medidas impopulares despertaram a ira da oposição, que se habituou a praticar contratações megalomaníacas e a ceder ingressos às torcidas organizadas; despertou também certo receio nos torcedores, que não entendiam como o clube pretendia ser competitivo com um time que não era capaz sequer de manter o Vagner Love, então artilheiro do clube. A ordem era uma só: daqui pra frente, seremos uma instituição sustentável, responsável com suas contas. Doa a quem doer.

O Flamengo abria mão oficialmente da política das engenharias financeiras para assumir a austeridade como carro-chefe. Entre erros e acertos, o time sagrou-se campeão da Copa do Brasil, anunciou o pagamento de 100 milhões de reais em dívidas e celebrou não ser lembrado como um time que atrasa salários. Em 2014, o elenco encorpou-se e, mesmo com as campanhas decepcionantes - especialmente na Libertadores da América -, o torcedor, antes desconfiado, agora endossa o discurso da diretoria, liderando, inclusive, campanhas que ajudam o clube a pagar dívidas. A política de responsabilidade foi premiada por instituições financeiras, elogiada por jornalistas de todos os cantos e até mesmo temida por cartolas de outros clubes.

2015 não será um ano farto. Se as contratações de Marcelo Cirino (Atlético-PR) e Jádson (Corinthians) se confirmarem, é muito provável que sejam as maiores da temporada. Sinceramente? Eu acho ótimo. Com um elenco menos talentoso do que o atual, o Flamengo ganhou sem sustos o estadual - e a tendência é que os rivais diretos estejam enfraquecidos nesse início de ano. A manutenção da base de um elenco razoavelmente jovem, em busca de um lugar ao sol, é uma grande notícia. A maior parte dos nossos atletas está na fase ascendente da carreira e o futuro é promissor.

Se conquistaremos grandes títulos esse ano? Não sei. Não somos favoritos e nem seremos aclamados pela imprensa como tal. Não importa. Enquanto nossos rivais descobrem as engenharias e são celebrados por isso, nós vamos, de mansinho, fazendo o que é certo. Pagando dívidas, ajeitando a casa, construindo um futuro vencedor. Não desanime se não anunciarmos um selecionável nessa janela de transferências. O futebol brasileiro precisa de um choque e, uma vez mais, é o Flamengo quem está na vanguarda. Pra cima deles, Mengão!


Fonte: Mundo RN


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/12/o-que-esperar-da-mudanca-de-politica-financeira-do-fla.html

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Batalha política extrapola muros do Fla e para no WhatsApp.











A última semana marcou a vitória da situação do Flamengo na eleição para recompor o Conselho Deliberativo. O triunfo foi fundamental para a administração Bandeira de Mello e também expôs um novo hábito na Gávea. As discussões políticas extrapolaram os muros da sede durante a campanha e pararam no WhatsApp, aplicativo de mensagens para celulares.

E a forma de comunicação com conselheiros, sócios e torcedores promete ser uma tônica no caldeirão político do clube, principalmente durante 2015, ano de eleição presidencial no Rubro-negro.

Para atingir um número maior de pessoas e rebater críticas da oposição, membros da Chapa Azul (situação) tomaram a iniciativa de gravar e compartilhar vídeos através do WhatsApp. Os vice-presidentes de Finanças e Marketing, Rodrigo Tostes e Luiz Eduardo Baptista, respectivamente, utilizaram o método e exaltaram conquistas da administração.

Tostes abordou o passivo do clube e as acusações sobre trocas de dívidas públicas por dívidas privadas. Segundo ele, o Flamengo abateu R$ 200 milhões do passivo desde que a gestão Bandeira de Mello assumiu em janeiro de 2013. Já BAP abusou de ironias contra os opositores e chegou a afirmar que não sabiam somar dois mais dois.

Foi apenas o início da polêmica na Gávea. Alguns conselheiros consideraram a atitude ofensiva e arrogante. O ex-presidente Kleber Leite não poupou críticas em seu blog, enquanto o presidente do Conselho Deliberativo, Delair Dumbrosck questionou publicamente os dados levantados por BAP sobre os patrocínios obtidos pela diretoria.

Ex-presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, conhecido como Capitão Léo, gravou outro vídeo com acusações e provocações. Segundo ele, a diretoria tem o objetivo de deixar a dívida do clube para os sócios-proprietários e levar a marca Flamengo para fora do Rio de Janeiro.

As discussões entre situação e oposição aumentaram consideravelmente depois da eleição da Chapa Azul para o Conselho Diretor. Com intensa militância nas redes sociais, a atual gestão também abre o debate entre conselheiros e torcedores através de grupos no WhatsApp. Inclusive, muitos contam com participações de vice-presidentes de diversas pastas.

As informações circulam sem parar pelos celulares e mostram a faceta do atual Flamengo. Com decisões sobre o futuro do clube tomadas pelo aplicativo e discussões políticas cada vez mais tecnológicas, fica impossível imaginar o Rubro-negro sem o WhatsApp. Hoje, o Flamengo não funciona sem o tal aplicativo.


Fonte: UOL


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/12/batalha-politica-extrapola-muros-do-fla-e-para-no-whatsapp.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Disputa política no Flamengo atrapalha eleição do Conselho.










Mais um capítulo da eleição presidencial antecipada na Gávea. Acontece na noite desta quarta-feira no clube uma reunião para discutir a eleição de parte do Conselho Deliberativo. Em pauta, o adiamento do pleito que está previsto para a semana que vem.

Segundo a situação, que não foi chamada ao encontro, pesquisas apontam vitória do grupo que apoia a atual gestão. Já o presidente do Conselho Deliberativo e parte da oposição, Delair Dumbrosck, se mostrou surpreso com a possibilidade de adiamento:

"Não vejo motivos para isso, mas não sou o responsável pela eleição. Ela já está convocada", disse Delair.


Fonte: ESPN


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/12/disputa-politica-no-flamengo-atrapalha-eleicao-do-conselho.html

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Extra questiona política de austeridade do Flamengo.









A política de austeridade financeira, sempre lembrada pela diretoria para justificar o baixo investimento no time nos últimos anos, já tropeça logo na camisa 1. Barrado por Vanderlei Luxemburgo, o goleiro Felipe virou um abacaxi que ninguém consegue resolver e que já custou ao Flamengo R$ 800 mil sem qualquer tipo de retorno.

O goleiro completa 115 dias sem ser relacionado para uma partida — a goleada por 4 a 0 para o Internacional, em 20 de julho, no Beira-Rio, foi a última. Depois disso, ele sequer foi escolhido para terceiro goleiro. A decisão foi de Luxemburgo, que o considera um desafeto (o técnico acredita que ele comemorou sua demissão em 2012). Até aí tudo bem, já que o treinador pode fazer a escolha que achar melhor dentro do elenco. O problema é que, como até hoje não achou um destino para o jogador, o clube vem pagando em vão R$ 200 mil mensais.

— Nós temos tentado encontrar uma solução, mas ainda não conseguimos. Acreditamos que até o fim do ano possa haver um entendimento. Estamos tentando buscar uma saída que seja boa para todo mundo — disse o vice de futebol Alexandre Wrobel.

O fato de o jogador ter sido barrado após completar o sétimo jogo no Brasileiro pelo Flamengo contribuiu para o problema, já que impediu a possibilidade de transferência dentro do Brasil ainda este ano. Soma-se a isso o alto salário de Felipe, que diminui o número de interessados; além dos atrasos que o Rubro-negro tem com o goleiro em relação a direitos de imagem e premiações.

— Não houve acordo. Como ele não pode mais ser transferido este ano, estamos esperando o fim do Brasileiro para voltar a conversar — explicou o agente do goleiro, Bruno Paiva.

Ver Felipe nos treinos é raro. Ou está na sala de fisioterapia ou trabalha em horário separado dos demais companheiros. Enquanto isso, o time sofre com a falta de investimentos em reforços. Ontem, Wallace desabafou com o fim de ano pífio do clube:

— Que se façam as mudanças que têm que ser feitas, porque é muito cansativo para o jogador. Eu estou um pouco cansado de vir aqui e falar por que perdeu. Você precisa de certas coisas que hoje não tem. A gente precisa de time mais forte, de elenco mais forte. Estou há dois anos aqui e envelheci dez. Foram anos estressantes.


Fonte: Extra Globo


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/11/extra-questiona-politica-de-austeridade-flamengo.html