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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Estamos sendo cobrados pelo nosso passado", diz Presidente.









Um dos principais defensores da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, se mostrou otimista ao comentar o projeto de autoria do deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ). Mais do que isso, o mandatário rubro-negro apontou que a LRFE representa um ponto de partida para "efetivamente melhorar o futebol brasileiro". Havia uma expectativa na Câmara dos Deputados de que a votação pela lei acontecesse no início de agosto. No entanto, líderes dos partidos descartaram a apreciação do tema antes das eleições do dia 5 de outubro.

- Não estamos falando em perdão, de anistia nem nada condenável. Inclusive, isso representa uma possibilidade de recuperação de crédito da Fazenda Nacional, que é inédita. Hoje, essa dívida vem se acumulando sem perspectivas de repagamento. Com a aprovação nos termos propostos, isso representa um retorno anual de recuperação de crédito da União de R$ 140 milhões. É um marco. Não resolve todos os problemas, falta muita coisa. Mas é um ponto de partida absolutamente necessário. Um freio de arrumação para que a gente possa começar a discutir todos aqueles outros assuntos que podem vir efetivamente melhorar o nosso futebol brasileiro - afirmou Bandeira de Mello.

A proposta de renegociação das dívidas dos clubes - que podem chegar a R$ 4 bilhões - começou a ser discutida no Congresso Nacional em 2013, com a apresentação do Proforte (Programa de Fortalecimento dos Esporte Olímpicos). A ideia inicial era de que os times pudessem quitar até 90% das dívidas por meio de investimentos em esportes olímpicos, com a concessão de bolsas a atletas e compra de equipamentos. Os 10% restantes seriam pagos em dinheiro.

A proposta enfrentou rejeição na comissão especial formada para discutir o tema. O relator, Otavio Leite, apresentou então um projeto substitutivo, que ganhou o nome de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE). De acordo com o novo texto, será dado um prazo de 25 anos para que as instituições esportivas - o que não inclui apenas clubes de futebol - possam quitar suas dívidas com a União (débitos relacionados ao INSS, Imposto de Renda, FGTS, Timemania e Banco Central). Para o presidente do Flamengo, o maior destaque do projeto são as medidas de responsabilidade e de governança que passarão a ser obrigatória para os clubes.

- Essa lei é extremamente importante, não apenas por causa do refinanciamento das dívidas. O ponto principal, e por isso recebeu esse apelido de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, são as medidas de responsabilidade e de governança que passarão a ser obrigatórias e que vão ter que contribuir para deixar todo mundo na mesma página e nas mesmas condições de competição. Com os clubes se comprometendo a não atrasar, a recolher seus impostos, a não atrasar pagamento de salários, a se comportarem como organizações competitivas que deveriam ser, será um momento em que as coisas andarão em outro ritmo. Esse refinanciamento está sendo proposto para que os clubes possam se adequar a essa nova realidade - defendeu.

Apesar de acabar com a possibilidade de troca de parte dos débitos por incentivos em esportes olímpicos, o substitutivo prevê algumas condições especiais. A taxa de juros aplicada ao parcelamento seria a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), com índices bem menores do que a Selic, taxa normal, além da possibilidade de pagar apenas 50% das 36 primeiras parcelas, facilitando a adequação financeira dos clubes. Os outros 50% deste período seriam pagos apenas ao fim do parcelamento. A ideia é que os clubes sejam obrigados a apresentar as Certidões Negativas de Débitos (CNDs) para participarem das competições. Os que não cumprirem, correrão risco até de rebaixamento. As agremiações também ficam proibidas de antecipar receitas que estejam além do fim do mandato, que ficará restrito a um período máximo de quatro anos, com a possibilidade de apenas uma reeleição. Bandeira prega que o panorama organizacional dos clubes tende a mudar com essa postura mais efetiva por parte do governo.

- Isso é resultado de um processo de anos, de décadas, em que os clubes se desorganizaram. E do lado do governo, também não havia uma cobrança muito grande. O governo sequer estava aparelhado para cobrar seus devedores. Hoje, a realidade é diferente. O futuro chegou, os clubes estão sendo cobrados por tudo que fizeram no passado, apesar de já ter havido refinanciamento como Timemania. Vários clubes estão em uma situação extremamente aflitiva e alguns, inclusive, correndo o risco de fechar as portas e ter constragimentos dramáticos - relatou o presidente do Flamengo, se referindo a situação vivida pelo Botafogo, quando na reunião dos dirigentes com a presidente Dilma Rousseff, Maurício Assumpção, mandatário botafoguense, declarou que o Alvinegro pode fechar as portas caso a LRFE não seja aprovada.

O projeto, entretanto, não conta com apoio unânime no universo futebolístico do Brasil. Uma comitiva do movimento Bom Senso FC já se reuniu com parlamentares e com o governo federal, em Brasília, para pedir mudanças na LRFE. De acordo com o BSFC, o texto do projeto é "frágil", principalmente nas contrapartidas cobradas dos clubes em troca da renegociação dos débitos. O movimento critica o instrumento apontado para fiscalização, argumentando que não há um responsável definido, tem baixa frequência de verificação e apresenta apenas o rebaixamento como critério de punição, que seria aplicada aos clubes que não apresentassem anualmente a Certidão Negativa de Débitos (CND).

Fonte: SporTV


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/08/Estamos-sendo-cobrados-nosso-passado-diz-presidente.html

sábado, 14 de junho de 2014

Respeito ao nosso Rei.









Semana de estreia de Copa do Mundo é assim: Todo mundo focado na maior competição do planeta e os clubes de futebol acabam por ficar em segundo plano, certo? Para a torcida rubro-negra, a resposta é: Errado!

O rubro-negro, rubro-negro mesmo, que ama o Flamengo, costuma não dar tanto valor assim as competições que envolvem a seleção nacional. É claro que os mais patriotas acham isso um absurdo, mas esse é um sentimento completamente involuntário. Dessa forma, que os patriotas nos perdoem, mas vamos falar de Flamengo, para matar um pouco da saudade que, mesmo quando estamos em crise, sentimos do nosso Mengão nos gramados.

Estamos chegando ao fim das polêmicas férias dos nossos jogadores e da nossa comissão técnica e, caso não aconteça um inesperado anúncio de pacotão ou de barca nas próximas horas, continuamos sem saber quem chega e quem sai do Mais Querido. A tentativa da diretoria de guardar às sete chaves o nome de reforços e dispensas é louvável, mas, aqui entre nós, traz uma ansiedade danada no coração rubro-negro. Isso se, realmente, for sair ou chegar alguém.

A verdade é que se ficar do jeito que está, podemos começar a preparar uma reza forte para escapar da 2ª divisão. E aí entra o assunto mais polêmico dos últimos dias sobre o Flamengo: as declarações de Zico a uma rádio carioca. Zico afirmou, de maneira bastante direta, sem rodeios, que, antes de qualquer outra coisa, o Flamengo precisa honrar seus compromissos. No português claro, Zico declarou que o clube tem que pagar suas dívidas.

O problema, o ‘X’ da questão, é que, perguntado pela jornalista, Zico foi além: Nosso maior ídolo afirmou que as dívidas devem ser sanadas mesmo que isso resulte numa eventual queda à série B do Brasileirão. A declaração, apesar de eticamente e moralmente corretíssima, se torna polêmica porque envolve nosso maior ídolo, falando um fato que afetaria um dos maiores motivos de orgulho do rubro-negro: Nunca ter se misturado às equipes que disputam ou já disputaram as séries de acesso do futebol nacional.

Zico completou dizendo que o ideal é que se consiga resolver as questões financeiras se mantendo na elite do futebol brasileiro, mas a polêmica já estava criada. Parte da torcida, enfurecida, acabou por se esquecer de quem se tratava e criticou veementemente as declarações polêmicas do nosso ídolo, nas redes sociais. Alguns, demonstrando uma revolta ainda maior, atacaram o próprio Zico, comparando-o com outros jogadores que se destacaram nos campos, mas que sempre falam bobagens à imprensa.

A democracia tem esse preço. Todo mundo pode emitir sua opinião e acaba que muitos se perdem em suas visões apaixonadas. Mas não posso me furtar a emitir a minha opinião: Zico, mais uma vez, mostrou por que é mais que um ídolo da Nação Rubro-Negra. Ele simplesmente falou o que se espera de uma pessoa séria e honesta. E, talvez, se quando ele esteve a frente do nosso futebol, os dirigentes que lá estavam compartilhassem desse pensamento, poderíamos ter evitado chegar na situação que estamos hoje.

Eu espero que não precisemos chegar a esse ponto (e sinceramente acredito firmemente que não cairemos) mas, se ao final do campeonato, as coisas saírem da forma que não esperamos e resultarem numa queda, vai ser, sem dúvida, a maior decepção esportiva da minha vida. Mas o meu amor pelo Flamengo não irá acabar. Nunca. Estarei ao lado do meu clube, independente de onde ele esteja. Como diz uma de nossas mais cantadas músicas, “Não importa onde esteja, sempre estarei contigo.”

O que posso dizer é: Parabéns, mais uma vez, Zico! Deve ser muito difícil para o Rei da Nação chegar na mídia e expor sua opinião, mesmo que essa seja dura e triste para os seus súditos. Pois um Rei, um Rei de verdade, não mascara sua fala para ser mais popular e sim nos remete a realidade para que, em conjunto, transformemos nosso clube no maior do Mundo de novo.

Fonte: Falando de Flamengo


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/06/Respeito-ao-nosso-Rei.html

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Aspas pro nosso rei.




















SRN

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2014/06/aspas-pro-nosso-rei.html

terça-feira, 20 de maio de 2014

Documentário - O Maraca é nosso?









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