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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Luxa exalta momento e diz: "Só tive dois trabalhos ruins."









Em boa fase no Flamengo e a um passo de disputar uma final de competição nacional depois de dez anos, o técnico Vanderlei Luxemburgo questionou a cultura imediatista brasileira e ressaltou que teve poucos insucessos em sua carreira.

- A cultura do Brasil é assim: só é bom se ganhar títulos. Não é assim, tem que pegar a carreira, trajetória e história dos trabalhos. Na minha carreira eu só tive dois trabalhos ruins: Fluminense e Atlético-MG. Fora esses, todos os clubes que eu trabalhei, eu levei para a Libertadores: Flamengo, Santos, Palmeiras... Mas aqui no Brasil é assim, só é reconhecido se ganha, não importa se foi um bom trabalho - disse o técnico ao programa Bate Bola da ESPN Brasil.

"Pai" do projeto, Luxa afirmou a importância de dar tempo a um trabalho e a necessidade de encorpar o time que está treinando.

- Depois da eliminação da seleção na Copa do Mundo, todo mundo começou a falar em projeto para o Brasil. Eu falo de projeto há anos! Você não consegue conquistar um título brasileiro num primeiro momento, leva tempo, o time tem que encorpar. O Palmeiras bicampeão de 93 e 94 começou em 92. Essa impaciência com os técnicos, esse imediatismo está muito ruim. Recentemente, isso tem mudado, a gente vê que tem técnicos ficando mais tempo no clube. É o que eu falo, todo clube vencedor tem um grande dirigente também, não é só técnico não.

 Sobre o momento iluminado no Flamengo, Luxemburgo diz se sentir em casa e destacou como fez a equipe rubro-negra evoluir na temporada.

- Diria que flamenguista não é contratado, é convidado e convocado. Eu conheço bem a Gávea, o ambiente e isso ajudou bastante a tirar o Flamengo da "zona da confusão". Isso mostra que o trabalho foi bom. Se nós não temos a melhor equipe tecnicamente, podemos ter a melhor equipe concentrada e focada em campo. Conseguimos fazer jogos de igual para igual com times melhores esse ano, com muita aplicação tática e concentração, chegando inclusive a superar alguns, como o Corinthians e o Cruzeiro.


Fonte: Lancenet


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/11/luxa-exalta-momento-e-diz-so-tive-dois-trabalhos-ruins.html

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Vídeo: Eduardo cita 'momento inesquecível' no Flamengo.











SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/08/Video-Eduardo-cita-momento-inesquecivel-Flamengo.html

sábado, 24 de maio de 2014

Flamengo encara mau momento sem "escudo" fora de campo.









Luz apagada no comando do departamento de futebol do Flamengo. Em meio à pior crise de resultados desde o início da gestão Bandeira de Mello, o clube designou ao CEO Fred Luz a função de diretor executivo da pasta. Passada a primeira semana do cargo, porém, o elenco ainda carece de uma figura de liderança nos bastidores. Se Paulo Pelaipe muitas vezes era questionado por ser enérgico demais, o interino na condição de homem forte do futebol tem contato praticamente nulo com os jogadores e se resume a funções burocráticas.

O episódio desta sexta-feira, quando Felipe faltou o treinamento da manhã e alegou, somente durante a tarde, ter se confundido com o horário da atividade, por sinal, evidencia isso. Após o goleiro se posicionar, coube ao vice de futebol, Wallim Vasconcellos, e ao treinador Ney Franco debaterem a posição do clube a respeito do caso, que será revelada no sábado. O jogador, inclusive, se comunicou com o supervisor Sergio Helt, que trata basicamente da logística do time.

A mudança de comportamento dos jogadores sem a figura de um líder nos bastidores, por sua vez, pode ser vista já nos dias seguintes das demissões de Jayme e Pelaipe, quando parte do grupo descumpriu uma cartilha para os treinamentos. A proibição de trabalhar com meia curta e a obrigação do uso da caneleira foram ignorados (veja ao lado), mas o próprio Ney entrou em ação e já a partir de seu segundo dia de trabalho, na quinta-feira, dia 15, tudo voltou ao normal.

Presente nos treinamentos de segunda e terça-feira no Ninho do Urubu, e na partida com o Bahia, Fred Luz sequer organizou uma reunião com o grupo para uma apresentação coletiva formal ou apontar diretrizes no período em que ficará na frente do departamento. O comunicado de que ficará no lugar de Paulo Pelaipe enquanto o clube busca um nome no mercado aconteceu individualmente com algumas lideranças no centro de treinamento.

O elenco trata a situação com naturalidade, mas sente falta de um "escudo". Questionados sobre o dirigente, muitos responderam com "nunca falei com ele" ou "não tenho intimidade". Após o empate com o Bahia, por 1 a 1, com um gol no fim e atuação abaixo da média, Fred Luz apareceu calado e discreto no vestiário. No dia seguinte, mesmo com o turbilhão de críticas que o time tem sofrido, não apareceu no Ninho do Urubu. Nesta sexta-feira, ele também esteve no CT, mas trabalhando da mesma forma.

Apesar da presença mais próxima do futebol, Luz tem ficado restrito a ações burocráticas, administrativas, até por não ser especialista no ramo. Neste caso, até mesmo o antecessor, Pelaipe, se reportava ao CEO para informar de suas decisões. Desta vez, porém, mesmo estando no convívio, é o supervisor Sérgio Helt quem faz a ponte e informa sobre as necessidades, seja do departamento em si ou dos jogadores.

Questionado sobre a função que desempenha neste organograma temporário do futebol rubro-negro, Fred Luz admitiu que sua presença no centro de treinamento não tem a mesma imponência de um profissional da função:

- Estou interinamente, é mais para dar um apoio, mas naturalmente não é uma figura como a do Pelaipe. É absolutamente natural. Estamos sem diretor por um tempo, estamos buscando, e estou suprindo essa ausência mais para dar apoio.

Outra peculiaridade na realidade do novo diretor executivo temporário é a ausência em uma das principais atribuições da pasta: as contratações. O vice de futebol, Wallim Vasconcellos, é quem tem agido no mercado, sempre em parceria com o vice de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e o vice de finanças, Rodrigo Tostes. As ações rubro-negras neste sentido, entretanto, ainda são tímidas, e muitas vezes a iniciativa de empresários oferecendo nomes. Um dos que surgiram recentemente foi o do atacante Kléber, do Grêmio, mas as conversas não avançaram.

No organograma atual, quem poderia suprir essa carência de líder no departamento de futebol é o vice, Wallim Vasconcellos. O dirigente, por sua vez, mantém a rotina de visitas raras ao centro de treinamento, como acontecia na gestão Pelaipe. Ausente também no empate com o Bahia, ele esteve no Ninho pela última vez na quarta-feira, dia 14, quando apresentou oficialmente Ney Franco como novo treinador.

Com esse organograma empresarial, o Flamengo encara a reta final do Brasileirão antes da parada para Copa do Mundo. Até lá, serão três jogos: contra Santos, Figueirense e Cruzeiro. A realidade na tabela é cruel, com a 16ª colocação, com somente cinco pontos em seis jogos, e o torcedor já deu mostras recentemente de que a paciência está chegando ao fim.

Fonte: GE


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/05/Flamengo-encara-mau-momento-sem-escudo-fora-campo.html