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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Técnicos do RJ iniciam ano pressionados por reestruturação.









Os técnicos cariocas iniciam 2015 pressionados. Vanderlei Luxemburgo (Flamengo), Cristóvão Borges (Fluminense), Doriva (Vasco) e René Simões (Botafogo) reconhecem que serão ainda mais cobrados pela necessidade de resultados positivos em meio ao processo de reestruturação financeira dos clubes.

Eles são unânimes no que diz respeito aos dirigentes priorizarem o trabalho, mas sabem que logo no Campeonato Carioca a pressão dará as caras em caso de tropeços. A mudança de cenário está definida. Resta saber como os quatro grandes do Rio de Janeiro se apresentarão na temporada.

"Os técnicos podem colaborar para que 2015 seja um bom ano no futebol carioca. Sempre existe a cobrança no treinador, mas os clubes também precisam oferecer melhores condições de trabalho. Acho a reestruturação fundamental e falei sobre isso em 1991. Na época, quase me mataram no Rio. Você conclui depois de tantos anos que nada foi feito. Os cariocas se sustentaram com conquistas, enquanto os outros se preocuparam com títulos e estrutura. Ficamos para trás por essa razão. Estou muito contente com o interesse do Flamengo em recuperar o clube. Estamos no caminho certo", afirmou o técnico Vanderlei Luxemburgo.

Cristóvão Borges compartilha da opinião de Luxa. Porém, o treinador tricolor vai além e considera que o desempenho dos principais clubes no Campeonato Carioca precisa ser avaliado de forma diferente antes do Campeonato Brasileiro.

"É uma mudança de cenário pela questão econômica. Isso está acentuado agora. Me parece uma quebra definitiva. A perspectiva inicial é de dificuldade e mais uma razão para o trabalho diferenciado do técnico. Temos uma prova de fogo pela frente no Carioca. É uma competição que derruba mais treinador do que qualquer outra coisa. Os times não conseguem a preparação adequada e passam por constantes desafios", explicou.

"Também existe a preocupação com um possível título. Geralmente, a avaliação do Carioca é feita de maneira equivocada para o Brasileiro. A conquista esconde muitas coisas e a performance acaba sendo ruim na principal competição do ano. Temos que refletir mesmo com um objetivo cumprido no início da temporada", completou.

Luxa e Cristóvão já estavam no futebol carioca em 2014 e terminaram a temporada de forma distinta. O rubro-negro foi abraçado pela torcida por ter livrado o time do rebaixamento. Por sua vez, o tricolor recebeu críticas em razão de não ter colocado o time das Laranjeiras na Copa Libertadores.

Mas o Rio de Janeiro também terá caras novas. Doriva assume o Vasco com a mesma cobrança dos veteranos e busca espaço em um grande clube depois de levar o Ituano ao título do Campeonato Paulista do ano passado.

"Trabalhar em um clube como o Vasco é uma grande projeção. É preciso estar pronto para esse desafio. Tenho que fazer esse time jogar na frente e marcar no campo de ataque. Estou empolgado com o desafio e não vejo a hora de trabalhar", disse o vascaíno.

No Botafogo, René Simões volta ao futebol carioca depois de passagem questionada como diretor executivo de futebol do Vasco. Ele terá a responsabilidade de conduzir o Alvinegro novamente à elite do Brasileirão após o rebaixamento traumático e cercado de problemas em 2014.

"Temos uma camisa que enverga varal. Precisamos de um elenco com química para promover o retorno do Botafogo. Essa readequação dos salários é importante. Não existe arcar com os valores que tanto foram praticados no Rio de Janeiro durante os últimos anos. O sofrimento é necessário, mas poderemos ter clubes mais fortes e com promessas de conquistas no futuro", encerrou.

Fonte: UOL


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2015/01/tecnicos-do-rj-iniciam-ano-pressionados-por-reestruturacao.html

sábado, 14 de junho de 2014

Rooney e Balotelli iniciam Copa da provação.









O duelo entre Inglaterra e Itália marca o início de uma Copa do Mundo que servirá de provação para dois craques. Wayne Rooney e Mario Balotelli já foram questionados diversas vezes por suas torcidas e ainda vêm em má fase com seus clubes, Manhester United e Milan. Dos fãs do English Team, o atacante inglês escuta e lê críticas por nunca ter marcado gol em Copas, sendo que disputou oito jogos nas duas edições das quais participou. O italiano, mesmo que seja mais novo (23 anos, contra 28 de Rooney) e esteja estreando em Mundiais, também precisa calar os críticos, uma vez que tem sido preterido por Ciro Immobile na opinião dos torcedores da Azzurra e também da imprensa do seu país. Os esquemas táticos de Inglaterra e Itália jogam em função dos dois, e eles terão no Brasil uma ótima oportunidade de brilhar. A partida deste sábado, que será realizada na Arena Amazônia, em Manaus, a partir das 19h (de Brasília), dará uma boa ideia do que se pode esperar tanto de um quanto do outro.

No caso de Rooney, a pressão não é somente de torcedores e da imprensa. O próprio jogador sabe que esta Copa do Mundo representa sua chance definitiva de mostrar-se como um jogador de peso internacional, capaz de ir além do Manchester United. Na Inglaterra, especula-se inclusive, que o atacante pode até perder a vaga de titular se não for bem contra a Itália. Os 19 gols marcados em 40 partidas pelo seu clube na última temporada e o desempenho considerado fraco nos amistosos de preparação para o Mundial ajudam a reforçar a exigência pela recuperação.

- Não ligo para o que é dito. O que importa é que estou pronto para a Copa do Mundo e que estou motivado para ganhar o troféu pelo meu país. Vou fazer o máximo que puder para alcançar esse objetivo - disse.

Um dos mais assediados pelos torcedores brasileiros, Rooney tem se mostrado pouco afeito ao contato com o público. Até mesmo acenos não foram dados pelo artilheiro, ao contrário dos veteranos Gerrard e Lampard, que se mostraram mais acessíveis.

Desde a chegada da delegação ao Brasil, no último domingo, as condições climáticas de Manaus e o estado do gramado da Arena Amazônia foram assuntos muitas vezes mais falados do que a própria preparação da Inglaterra para a estreia no Mundial. Mas o discurso tem sido o de minimizar qualquer dificuldade que não seja a Itália, embora as atuações nos últimos amistosos tenham criado uma desconfiança externa numa equipe jovem (média de idade de 26 anos).

O técnico Roy Hodgson, entretanto, não tem muitas dúvidas para mandar a campo a equipe que vai enfrentar a Itália. O atacante Welbeck chegou a preocupar durante a última semana por causa de dores na coxa direita, mas voltou a treinar com os companheiros. Caso não comece jogando, Raheem Sterling, de 19 anos, pode ter uma chance. No meio-campo, Lallana e Wilshere devem disputar uma vaga. A certeza é de que Alex Oxlade-Chamberlain está fora. O meia-atacante do Arsenal se recupera de uma lesão no joelho direito e só deverá estar apto para enfrentar o Uruguai, na segunda rodada.

Aos 23 anos, Balotelli disputa a primeira Copa do Mundo cercado de dúvidas. A estrela italiana não deslanchou como se esperava. Muito menos fez uma boa temporada, o que aumentou a cobrança para reagir na competição de seleções. Em 41 partidas, marcou 18 gols e pouco acrescentou para tirar o Milan da crise.
A enorme exposição nas redes sociais também colaborou para a pressão crescer nas últimas semanas. Ofuscado nos últimos dias pelos três gols de Immobile no amistoso contra o Fluminense, o Super Mario voltou às manchetes ao pedir a namorada Fanny Neguesha em casamento dentro da concentração, em Mangaratiba.

Cesare Prandelli parecia prever. Durante a Copa das Confederações do ano passado, o técnico italiano bateu incansavelmente na tecla de que precisaria de atletas e não apenas jogadores para superar o desgaste físico da temporada e suportar as altas temperaturas no Brasil. Pensou, repensou, escolheu a dedo e mesmo assim teve problemas.

Antes mesmo de chegar, a Azzurra sofreu uma grande perda: o meio-campista Montolivo, um dos mais experientes do grupo e titular absoluto, fraturou a tíbia da perna esquerda e precisou ser cortado.

Já na última quinta, o lateral De Sciglio lesionou a coxa esquerda e acabou vetado do duelo. E não acabou. No treino de reconhecimento do gramado, já na Arena Amazônia, o goleiro Buffon torceu um dos tornozelos e virou dúvida. Sirigu, recuperado de uma lesão nas costelas, é o reserva imediato.

Sem confiar no reserva Abate, o técnico vai improvisar o zagueiro Chiellini na lateral esquerda, abrindo espaço para o argentino naturalizado Paletta. O esquema tático será o 4-5-1, apenas com Balotelli na frente. Immobile, artilheiro do último Campeonato Italiano, começa a partida no banco.

Fonte: GE


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/06/Rooney-Balotelli-iniciam-Copa-provacao.html