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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O digno fim de um ídolo improvável.









Léo Moura viveu, morreu e renasceu no Flamengo, construindo uma carreira na lateral direita do time durante todo esse processo. O jogador possui marcas incríveis pelo clube, como os mais de 500 jogos disputados, deixando para trás o estigma de jogador andarilho. Pouca gente imaginava que ele firmasse sua carreira num clube, como fez no Flamengo. Na Gávea, conquistou um Brasileiro, duas Copas do Brasil, além de cinco estaduais.

Certamente, figura entre os mais importantes atletas de sua posição na história do Fla. Um ícone como ele é difícil de ser construído e torna-se atemporal para toda uma geração. Mas, ao contrário da construção de sua imagem como ídolo, limites causados pela idade ocorrem a qualquer jogador. E, aos 36 anos, Léo Moura vem apresentando sinais de que os deles se aproximam.

Sabendo disso, o Flamengo mostrou-se receoso em renovar com o camisa número 2 por toda a temporada. O lateral teve o contrato prorrogado até o final do Campeonato Carioca, quando completará 10 anos no clube, e depois não permanecerá na Gávea, seja se transferindo para outro time ou encerrando a carreira. Terá a chance de escrever um último capítulo pelo rubro-negro e fechar sua história com o Fla de maneira honrosa.

Não há muito o que reclamar por nenhum dos lados. Encerrar a passagem de Léo pelo Fla em um desacordo entre a instituição e o jogador seria um erro. Nos termos em que ele desejava, porém, um contrato até o final do ano, poderia ser danoso ao clube. Flamengo e Léo Moura se deram a chance de ajudar um ao outro uma vez mais.

Um grande clube não se define só por títulos, torcida ou a importância na história de um esporte. Um grande clube também é aquele que sabe conduzir as relações com seus profissionais e preservar seus ídolos, mesmo quando estes se apresentam em evidente decadência. Mas preservar a imagem de Léo Moura neste momento não significa necessariamente prorrogar seu vínculo até o fim de 2015.

Em processo de desgaste com a torcida e o clube, o Léo Moura que vê a idade chegar terá a oportunidade de se despedir do Flamengo levantando uma taça. Seja assim ou eliminado, é o fim de um ciclo. E o começo da perpetuação de um ídolo.


Fonte: ESPN F.C. 


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/12/o-digno-fim-de-um-idolo-improvavel.html

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Flamengo prova ser digno, mas precisa aplicar aprendizado.









Durante o mês de outubro vimos o time do Flamengo fazer história dentro do basquete brasileiro e sul-americano. A equipe carioca foi a primeira equipe do continente a ser convidada pela NBA a participar da pré-temporada da liga e, ao contrário de que alguns pensavam, passou longe de dar vexame dentro das quadras. Mesmo com três derrotas em três partidas – Phoenix Suns por 100 a 88, Orlando Magic por 106 a 88 e Memphis Grizzlies por 112 a 72 – podemos dizer, com toda a certeza, que os rubro-negros saíram como os grandes vencedores dos Estados Unidos.

Como disse em um artigo anterior, o time do Flamengo já pode se considerar vencedor apenas de ter essa oportunidade, pois poucas equipes do mundo podem falar que já disputaram partidas de pré-temporada na NBA dentro dos Estados Unidos. Se por um acaso o time foi convidado, pode ter certeza que mereceu, já que a liga não costuma enviar esse tipo de convite a qualquer um. A NBA é o palco onde pisaram os maiores jogadores de basquete de todos os tempos como Michael Jordan, Wilt Chamberlain, Magic Johnson e tantos outros, se o Flamengo estava lá é porque merecia estar.

Indo além do território do merecimento, os jogos do rubro-negro também foram provas de que o time era digno de estar onde estava.

A equipe do técnico José Neto teve adversários de todos os tipos e escolas nas últimas temporadas – brasileiros, sul-americanos e europeus –, mas nenhum que represente a força do basquete profissional dos Estados Unidos. Porém, quem apostou num possível vareio dos americanos se enganou. Mesmo perdendo de forma incontestável para os Grizzlies na última partida, o Flamengo, em média, conseguiu demonstrar um bom basquetebol e provou que o abismo técnico entre brasileiros e americanos não é tão profundo como se imaginava.

Em muitos momentos dos amistosos, o time carioca até comandava as ações de quadra, sendo que no primeiro confronto contra o Phoenix Suns poderia até ter beliscado uma vitória se não fosse a questão do preparo físico e das poucas opções no banco de reservas. Mas repito: a vitória ou derrota não interessam. O que interessa mesmo é o que o clube colocou na mala de volta para o Brasil.

Espero que diretoria e comissão técnica tenham colocado na bagagem para o Brasil alguns novos fundamentos táticos, novas formas de se pensar o espetáculo que é tão feijão com arroz por aqui e, principalmente, novas noções de como tratar seus torcedores aqui, que não são menos apaixonados por basquete do que os norte-americanos, mas que ainda não enxergam um terço da infraestrutura que se tem por lá.

Também cabe a diretoria do Flamengo continuar neste ritmo e não achar que seu período na NBA foi o auge do basquete do clube, pois o time tem muito mais a conquistar daqui para frente. Agora, é continuar buscando essas trocas de experiências com outros times estrangeiros para evoluir mais ainda o basquete do clube e, o mais importante, dar o exemplo de excelência que tanto falta para as equipes aqui do Brasil.


Fonte: Extra time


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/10/Flamengo-prova-ser-digno-mas-precisa-aplicar-aprendizado.html