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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Pirillo; recordista de gols no Campeonato Carioca















Sílvio Pirillo Cesarino nasceu em 26/6/1916 e jogou pelo
Flamengo entre 1941 e 1947, marcando 204 gols em 237 jogos com o Manto Sagrado,
segundo os sites Fla-Estatística e Flapedia. É o quarto maior  artilheiro da história do clube, ficando
apenas atrás de Zico (508 gols), Dida (264 gols), Henrique Frade (216 gols) e
empatado com Romário , sendo que Pirillo tem maior média de gols (0, 86) que o
Baixinho, que disputou 240 partidas pelo Mengão e tem média de 0, 85 gols por
partida.


Pirillo veio do Inter para
substituir Leônidas da Silva (cuja saída do Fla em 1942 deixou muita tristeza
na torcida rubro-negta) e obteve muito sucesso no Mengão.  Logo no primeiro ano em que jogou pelo
Flamengo, Pirillo marcou 39 gols no Campeonato Carioca de 1941, recorde ainda
não superado. O Flamengo fez boa campanha.  Mas  na
final do campeonato, o Flamengo precisava vencer o Flu para ser campeão. O Flu
fez 2 a 0 com gols de Pedro Amorim e Russo. O Flamengo reagiu e empatou o jogo
com dois gols de Pirilo, mas mesmo com o goleiro tricolor ficando em campo lesionado
e  o Flu jogando com um a menos , já que
Carreiro foi expulso, o Flamengo não conseguiu vencer. Os tricolores usaram da
malandragem dando chutões para frente e jogando as bolas na Lagoa para retardar
o jogo e assegurar o empate que lhes deu o título em pleno Estádio da Gávea no
clássico que ficou  conhecido como  o Fla-Flu da Lagoa.


Mas nos anos seguintes a
história foi outra. Junto com jogadores como Zizinho e formando o ataque
rubro-negro com Perácio, Vevê e Valido, Pirillo foi fundamental para a
conquista do tricampeonato carioca de 1942-1943-1944 sob o comando de Flávio
Costa.


No Campeonato Carioca de 1942,
depois de derrotar o Botafogo por 4 a 0 (com dois gols de Perácio, um de Pirillo
e outro de Jaime), o Flamengo empatou em 1 a 1 no jogo contra o Flu na última
rodada. Pirillo marcou o gol rubro-negro e garantiu o título. O time que
conquistou o campeonato deste ano foi Jurandir, Domingos da Guia, Newton,
Biguá, Volante, Jaime, Valido, Zizinho, Pirillo, Nandinho, Vevé. A Charanga do
Flamengo, primeira torcida organizada do Brasil, foi fundada por Jayme de
Carvalho em outro Fla-Flu realizado no mesmo ano e vencido pelo Mengão por 1 a
0.


Em 1942, Pirillo também defendeu
a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano junto com Domingos da Guia,  Zizinho e Jaime. Atuou em cinco jogos com a
camisa  do Brasil e  marcou três gols em duas goleadas brasileiras:
na vitória por 6 a 1 na estreia contra o Chile (Os outros gols brasileiros
foram marcados por Patesko, que balançou as redes duas vezes, e Cláudio Pinho)
e na vitória por 5 a 1 contra o Equador (Os outros gols brasileiros foram
marcados por Tim e Zizinho). O Brasil ficou em terceiro lugar na competição.


No ano seguinte, o argentino
Valido foi trabalhar numa gráfica. Perácio o substituiu e o Flamengo foi
bicampeão carioca. Vale destacar as goleadas de 6 a 2 no Vasco (dois gols de
Perácio, dois de Pirillo, um de Zizinho e outro de Vevé) e de 5 a 0 no Bangu
(três gols de Perácio, dois de Pirillo) nas rodadas finais da competição. O
time bicampeão foi Jurandir, Domingos da Guia, Newton, Biguá, Bria, Jaime,
Jacir, Zizinho, Pirillo, Perácio e Vevé. No fim do ano, Domingos da Guia foi
vendido para o Corínthians.


Em 1944, a missão do Mengão foi
mais árdua. O atacante Perácio foi convocado para defender o Brasil na Segunda
Guerra. Além disso, o técnico Flávio Costa teve vários problemas médicos para
escalar o time no fim do campeonato carioca e resolveu chamar Valido de volta.
O atacante jogou na goleada de 6 a 1 no Flu (com dois gols de Pirilo, um de
Bria. um de Tião, um de Jaime e outro de Zizinho). No jogo final contra o
Vasco, o Mengão teve de mostrar a verdadeira raça rubro-negra: Zizinho estava
machucado, Pirillo estava com inflamação nos testículos e tomou medicamentos
para entrar em campo; Valido estava gripado e febril. Estavam fora das
condições físicas ideais, mas honraram o Manto. O Flamengo venceu por 1 a 0 e o
atacante argentino marcou o gol do título de cabeça. Festa da torcida ao
comemorar o primeiro tri carioca derrotando o arquirrival cruzmaltino. O time
tricampeão carioca foi Jurandir, Newton, Quirino, Biguá, Bria, Jaime, Valido,
Zizinho, Pirillo, Tião e Vevé.


Em 1948, Pirillo foi para o
Botafogo e conquistou mais um título carioca neste mesmo ano.


Depois de encerrar a carreira
como jogador em 1952, Pirillo virou treinador e foi o primeiro técnico a
convocar Pelé para a Seleção em 1957. Também foi técnico do Fluminense,
Corinthians em 1959 e 1974 e Palmeiras entre 1963 e 1964.


Gostei de saber mais sobre
Pirillo, um dos maiores artilheiros da história Flamengo, e que também marcou a
história de outros clubes e da Seleção seja como jogador ou técnico.


Fontes:








http://www.flaestatistica.com/anoaano.html





Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo.
Editora Abril : 2001.


        Ziraldo. O mais querido do Brasil em quadrinhos. São Paulo: Globo, 2009.











SRN

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2014/10/pirillo-recordista-de-gols-no.html

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pitacos do Ricardo: A Luz no Fim do Túnel no Campeonato Binário

























Nobres Rubro-Negros, univo-nos!





Fazia tempo que eu não escrevia. O Flamengo de
Enganey Franco, aliado a uma cirurgia nasal, me forçou a ficar um pouco mais no Departamento Médico. Mas retorno as palavras com muita motivação, logo
após um Fla-Flu que foi muito diferente dos outros dois que perdemos no ano e,
bem que poderíamos ter saído vitoriosos desse último.





Antes de falar do jogo propriamente dito, quero
destacar alguns números:





APROVEITAMENTO DOS TIMES NO BRASILEIRÃO


CRUZEIRO – 71%


SÃO PAULO – 60,9%


INTERNACIONAL – 59,4%


CORINTHIANS – 58%


GRÊMIO – 56,52%


ATLÉTICO MINEIRO – 53,6%


FLUMINENSE – 52,2%


SPORT – 50,7%


SANTOS – 44,9%


GOIÁS 43,5%


FLAMENGO – 43,5%





Mas ATENÇÃO, o FLAMENGO DE LUXEMBURGO tem 63,89%,
obtidos em vitórias, em sua maioria, por placares com diferença de apenas um
gol, três derrotas por 1x0 e apenas dois empates, em jogos onde não seria
injusto se saísse vencedor.










Por que fiz questão de demonstrar tais números?
Por que percebo que as críticas ao nosso time são demasiadamente duras e
injustas. Afinal, muitos dizem que nossa equipe é fraca, mas quantos times
nesse campeonato são mais fortes que o nosso? A diferença não está em nosso
time, mas sim nas limitações do elenco como um todo.





O Flamengo de Luxa não pode prescindir de Cáceres
ou Everton. E, especialmente contra o Fluminense, confirmou-se que não há como
repor a ausência de Canteros. Não obstante nossas limitações, o Flamengo de
hoje é visivelmente arrumado dentro de campo, coisa que não acontecia com os
treinadores anteriores desta temporada.





O Flamengo de Luxa perdeu 3 pontos para a
Chapecoense, em uma partida em que até mereceu perder, mas que o time catarinense não
merecia ter vencido, porém acabou fazendo um gol por acaso, e Alecsandro perdeu o
empate cara a cara com o goleiro adversário.










As outras derrotas foram, a meu ver, decorrentes
do esforço para se avançar de fase na Copa do Brasil. O jogo contra o Grêmio
foi “parelho”, onde perdemos no final, por vergonha em parar a jogada na falta,
e contra o Goiás pagamos pela limitação de Márcio Araújo, que perdeu, logo no
início, um gol que não se pode perder.





Por fim, deixamos de ganhar mais quatro pontos
por falhas individuais. Afinal, um time profissional levar um gol de chutão de
desafogo da zaga, como no primeiro do Palmeiras, time forte candidato a voltar
para a Segundona, ou mesmo um de bola parada contra o Fluminense. Ou seja,
nossa situação na tabela já poderia estar bem confortável.





Mas como conforto é uma palavra inexistente no
vocabulário flamenguista, seguimos na busca dos famigerados 46 pontos. Qualquer
outra coisa a se buscar no campeonato só pode ser pensada ao ser rompida a
marca de ultrapassagem dos desesperados.










Especificamente este último Fla-Flu nos serve de
alerta para alguns detalhes. Nesta equipe que é praticamente a conta do chá,
fica a certeza da boa fase do goleiro Paulo Vitor, mas uma dúvida em relação a
nossa zaga. Se Marcelo perdeu a titularidade por causa de uma falha, quanto esperar
para que os apagões de Chicão nos deixem na incerteza de uma boa proteção? Acho
improvável que levássemos o gol que sofremos de Fred, caso o bem posicionado
Marcelo estivesse em campo, pois ele ganha praticamente todas as bolas no alto.





Léo Moura nos vendeu na quarta contra o Porco,
mas hoje fez uma partida razoável. Nosso meio campo se esforçou, mas valeu mais
por isso do que pela qualidade técnica. Sentimos a falta de um meia armador, e
fico intrigado pelos motivos que Matheus sequer é testado. Mais irregular que o
Mugni ele certamente não é.





Everton continua jogando por ele, e correndo por
muitos. Nessa equipe que foi a campo hoje não existe jogador que consiga
acompanhá-lo. Falando em acompanhar, Alecsandro, na maioria das vezes, é um
cemitério da bola, matando os ataques do Flamengo. Ele não tem a inteligência e
o posicionamento do Eduardo Silva. Pena que, aparentemente Elton ainda não
esteja pronto para substituí-lo.





Como podem observar, não perco o meu tempo
chorando sem motivos. O desempenho de Luxemburgo, focado, conhecedor de
futebol, nos leva a crer que poderemos obter os 16 pontos em 45 a disputar, que
seriam fruto de um aproveitamento futuro mínimo de 35,55%. Ou seja, apenas
Enganey Franco conseguiu fazer com que o Flamengo ficasse abaixo dessa linha.





Teremos um jogo muito difícil na próxima
quarta-feira, aonde o empate não chega ser um desastre total. Só não aposto na
vitória por que nosso ataque é muito econômico, mas acredito no poder de
marcação de nossa equipe, além de não me incomodar nem um pouco quando a
arbitragem nos favorece. Afinal, quando erra contra nós, de nada vale a reclamação.
É como diz o ditado, “o bom cabrito não berra”.












Cordiais Saudações Rubro-Negras!





Ricardo Martins – Membro da Embaixada Fla-BH


















SRN

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2014/09/pitacos-do-ricardo-luz-no-fim-do-tunel.html

terça-feira, 22 de abril de 2014

Juninho critica CBF: "A seleção é uma coisa, campeonato é outra."









Levantamento realizado pelo "Redação SporTV" mostra que nenhum dos dez jogos que marcaram a primeira rodada do Campeonato Brasileiro contou com mais de 60 minutos de bola rolando. A estatística contraria o padrão da Fifa, que coloca o valor como mínimo para um espetáculo de futebol, sendo 70 minutos o tempo ideal. Para o ex-meia Juninho Pernambucano, os dados são prova de que o esporte no Brasil precisa de uma reformulação. Segundo ele, a Confederação Brasileira de Futebol é a principal responsável por esta mudança, mas se esconde atrás de conquistas da seleção brasileira.

- É um assunto grave, porque isso tira o torcedor do campo e o futebol fica menos atraente. Eu prefiro ver um futebol com pegada, mais disputado, mas que a bola role mais, do que aquele em que tem um chapéu ou caneta, mas que seja parado. Temos que aceitar que paramos no tempo. A seleção brasileira é uma coisa, e o nosso campeonato é outra. Há alguns anos, víamos o São Paulo jogar de igual para igual contra o Barcelona no Mundial. Naquele jogo em que o Barcelona atropelou o Santos, que era nossa melhor equipe, foi o alarme final. Acho que os jogadores não estão preparados para jogar muito, a condição de trabalho não é ideal. Achamos que pagando era suficiente, mas tem que melhorar muito, com trabalho na base. A CBF, maior responsável por tudo isso, tem que mudar a base com times de todas as séries. Temos o mais difícil, que é a qualidade técnica, mas com cultura de que futebol é só driblar. A CBF se esconde nos cinco títulos conquistados. Se for hexa, será mais um motivo para se esconder - disse.

Na análise de Juninho, faltam preparo físico aos elencos brasileiros e times capazes de encarar a maratona de jogos sem perder eficiência. Segundo o ex-jogador, o futebol corre o risco de ter menos bola rolando que o futsal, que conta com dois tempos de 20 minutos, mas vê o cronômetro parar quando o jogo é paralisado.

- Os clubes estão desgastados já no início da temporada, não têm um elenco pronto para responder a essa exigência. Se eu não estiver preparado, vou cavar falta, vou tentar fazer com que meu melhor momento no jogo eu possa aproveitar.

O empate em 0 a 0 entre Flamengo e Goiás, no Mané Garrincha, no último domingo, contou com apenas 46 minutos de ação no gramado - o jogo ficou parado por 47 minutos. Ao todo, foram 70 passes errados e 25 faltas. A média da primeira rodada do Brasileirão foi de 54 minutos e 30 segundos de bola rolando.

Fonte: SporTV


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/04/Juninho-critica-CBF-selecao-uma-coisa-campeonato-outra.html

O campeonato carioca de 2004: Felipe, Jean, Roger e Zinho















O Flamengo venceu o Campeonato Estadual de 2004. Felipe e Jean tiveram grande atuação na Taça Guanabara e nas finais da competição contra o Vasco,
podendo-se destacar também o bom desempenho de Roger e Ibson.


O Mengo conquistou a Taça GB vencendo o Vasco por 2 a 0 na
semifinal com grande atuação de Felipe,
que marcou o primeiro e contribuiu juntamente com Zinho para o segundo gol, marcado por Henrique, e depois
derrotando o Fluminense por 3 a 2 — gols de Fabiano Eller , Jean e Roger para o Fla e Antônio Carlos e
Henrique (contra) para o Flu — na final, o que deu ao Flamengo a vaga na  final do Campeonato contra os  cruzmaltinos, que venceram a Taça Rio.


Na decisão o Flamengo venceu o arquirrival ¾e eterno
vice!
¾ por 2 a 1 no primeiro jogo, jogando com raça. Os
gols rubro-negros foram marcados por Rafael
e Fabiano Eller e
Coutinho descontou nos acréscimos. No segundo jogo, o Fla tomou o gol logo no
início, mas virou o placar com 3 gols do inspirado artilheiro Jean e garantiu o título num jogo de
muitas expulsões (no final ficaram em campo 9 rubro-negros contra 7 vascaínos),
deixando o vice de novo em São Januário. O time campeão carioca: Júlio César
(Diego), Rafael, Henrique, Fabiano Eller, Roger, Da Silva (Jônatas), Ibson,
Zinho,  Felipe, Diogo, Jean .








SRN

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2014/04/o-campeonato-carioca-de-2004-felipe.html