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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ídolos do Flamengo elogiam diretoria, mas cobram reforços.









Ídolos do Flamengo, o ex-zagueiro Rondinelli, conhecido como o “Deus da raça”, e o ex-meio-campista Adílio, ambos multicampeões nas décadas de 70 e 80 com a camisa rubro-negra, estão em “tour” pelo interior de São Paulo com o time master rubro-negro em prol do projeto Amigos do Bem, que arrecada alimentos para entidades assistenciais.

As glórias obtidas pela dupla com o Fla no passado em muito contrastam com os momentos difíceis vividos pelo clube em 2014. Apesar do título carioca no primeiro semestre, o Rubro-Negro fracassou na Taça Libertadores, Copa do Brasil e chegou a lutar contra o rebaixamento no Brasileirão. Na opinião dos ídolos, a temporada foi de transição, e a expectativa é que o clube brigue por títulos em 2015.

- Vejo o Flamengo em uma transição. Essa nova diretoria é formada por empresários totalmente realizados em suas profissões e que resolveram administrar o clube de forma bem profissional, sanar as dívidas, cumprir com seus compromissos e é dessa maneira que eu tenho enxergado. Mas, eu espero que através desse pagamento das dívidas, eles possam dar à maior torcida do país esse presente de Natal, contratando jogadores que possam vestir a camisa do clube e começar a pensar em títulos - disse Rondinelli, campeão da Copa Libertadores de 1981 com o Flamengo.

Para o ex-meio-campista Adílio, apesar da campanha abaixo do esperado no Brasileirão, o ex-jogador acredita que é preciso reforçar o Fla com jogadores de peso, para que a equipe possa ter uma temporada vitoriosa.

- Todo mundo sabe que Flamengo é Flamengo. Revela muitos jogadores, muitos treinadores e o torcedor sabe que quando o Flamengo tem um time que corre atrás, ele chega lá. Esse ano o time começou a se entrosar e chegou na semifinal da Copa do Brasil. Eu entendo que se o Flamengo trouxer um ou outro jogador de nome, o time vai lá nas nuvens - contou o ex-camisa 8, campeão mundial de clubes em 1981.

ANO DIFÍCIL

Ainda segundo o “Deus da raça”, o ano de 2014 foi "tenebroso" para o clube, mas ele defende a permanência do técnico Vanderlei Luxemburgo. Na opinião do ex-zagueiro, o comandante foi o principal responsável por livrar o time das últimas posições no Campeonato Brasileiro.

- Foi um ano tenebroso, em que o Vanderlei [Luxemburgo] teve que assumir uma série de situações irregulares em relação ao campeonato e conseguiu tirar o Flamengo, como ele mesmo diz, da zona da confusão. Esperamos que os administradores possam fazer a parte deles e montar uma grande equipe em 2015. Esperamos o Flamengo brigando por todos os campeonatos que disputar pensando em títulos, para presentear essa nação de 33 milhões de torcedores. A torcida rubro-negra merece isso - avaliou Rondinelli.

FUTEBOL CARIOCA

Com três clubes na primeira divisão nacional em 2015, já que o Botafogo acabou rebaixado para a Série B, o futebol carioca será o terceiro Estado em número de clubes participantes, atrás de São Paulo, com cinco clubes, e Santa Catarina, com quatro. Para Rondinelli, a fase atual dos times do Rio de Janeiro é preocupante.

- O momento [do futebol carioca] é crítico. Tirando o Flamengo, porque eu aposto nessa classe empresarial que está lá, os outros clubes a gente vê com muita tristeza. Mas, nós esperamos que quem possa ter a responsabilidade de dar alegria aos torcedores, consiga resgatar essa história. É lamentável ver o que está acontecendo e não há palavras para qualificar isso. Deixarem o Botafogo, por exemplo, chegar aonde chegou é lamentável. Estou preocupado com a fase que o futebol carioca atravessa hoje - revelou.

CATEGORIAS DE BASE

Tanto para Rondinelli, quanto para Adílio, a grande solução para que os grandes clubes consigam voltar a brigar por títulos importantes é apostar nas categorias de base. Para o ex-camisa 8, a principal prioridade das equipes deveria ser formar novos ídolos.

- Hoje o futebol está muito preocupado em segurar os seus craques. O garoto quer sair, ir para o Real Madrid, Barcelona, mas se ele ficar pode ter sucesso aqui [no Brasil] também. Sei que é difícil ver um jogador ficar muito tempo em um clube hoje em dia, mas vejo que os clubes estão tentando segurar mais os seus atletas, porque vai ser bom para o futebol brasileiro - analisou Adílio.

Rondinelli vai na mesma linha do ex-companheiro de clube, mas é mais pessimista em relação à formação de novos ídolos. Para o ex-zagueiro, os novos jogadores não têm mais identificação com os clubes formadores e esse é um caminho sem volta.

- Acho que dentro dessa coisa de identificação, nós vamos sentir muita saudade do Rogério Ceni e do Marcos. Jamais algum clube no Brasil vai repetir isso. Se eles [os dirigentes] continuarem minando a base e negociando os jogadores com 16 anos, vai ser muito difícil algum garoto construir uma carreira dentro do clube. Infelizmente, o futebol virou negócio, um negócio que deveria ser mais transparente inclusive - concluiu.


Fonte: GE


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/12/idolos-do-flamengo-elogiam-diretoria-mas-cobram-reforcos.html

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Vídeo: Sócio-torcedores têm aula de futebol com ídolos.











Já pensou em você tendo uma aula de futebol com eternos ídolos do Flamengo, como Adílio, Andrade e Julio César Uri Geller? Quinze sócios-torcedores que se inscreveram para a ação promocional Oficina de Craque, ganharam o direito de participar dessa experiência, no campo society da sede do clube, na Gávea, e a TV Fla acompanhou tudo.

Aquecimento, treinamento de fundamentos e movimentação tática foram as atividades propostas pelos ilustres professores para os alunos se prepararem para o esperado jogo contra o Time Master do Flamengo. Os craques venceram a partida, mas todos ganharam um momento inesquecível.

"Já acompanhamos pela arquibancada e estar próximo deles hoje é uma felicidade imensa, para guardar para o resto da minha vida", disse emocionado Rafael Romão, um dos sócios-torcedores.

Julio César Uri Geller lembrou da importância dos rubro-negros se associarem ao Nação. "É fundamental ser sócio-torcedor, ajudar o Flamengo. Quem sabe ainda conseguir vir treinar com a gente. Espero você também", convocou o craque. Atenda o chamado do craque e jogue junto: seja agora sócio-torcedor.


Fonte: Site Oficial do Flamengo


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/11/video-socio-torcedores-tem-aula-futebol-idolos.html

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Flamengo irá homenagear ídolos contra o Inter, no intervalo.









No intervalo da partida entre Flamengo e Internacional, às 19h30 desta quarta-feira (22.10), quatro familiares de ídolos rubro-negros do primeiro tricampeonato estadual (1942-43-44) entrarão em campo para receber um Manto Sagrado personalizado de presente. Hoje, o Flamengo é Penta Tricampeão do Rio de Janeiro. A conquista histórica do Mais Querido completa 70 anos na próxima quarta-feira (29.10).

Representando Valido, sua filha Ana entrará em campo. O ponta-direita argentino foi autor do gol que decidiu o tricampeonato vencido sobre o Vasco em 1944, na Gávea. Representando Zizinho, o eterno Mestre Ziza, estará sua neta Simone. A lenda do futebol era ídolo de Pelé e é o nono maior artilheiro do Flamengo de todos os tempos.  Zizinho participou de todos os títulos do tricampeonato, em 42, 43 e 44, e é considerado um dos melhores jogadores da história do futebol mundial. Antonio Bria, filho de Modesto Bria, será o representante do jogador que foi titular na reta final do Carioca de 1943 e durante toda a campanha do Estadual de 1944. Também entra em campo nesta noite Jayme de Almeida, filho de Jayme, que era o capitão do Flamengo na conquista do primeiro tricampeonato estadual. O lateral-esquerdo também tornou-se técnico do Mais Querido, assim como seu filho.

O Patrimônio Histórico do Flamengo tem realizado tributos aos grandes nomes da história do clube, em comemoração aos aniversariantes de cada mês ou festejando títulos marcantes na trajetória do Rubro-Negro.


Fonte: Site Oficial do Flamengo


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/10/Flamengo-ira-homenagear-idolos-contra-Inter-intervalo.html

domingo, 11 de maio de 2014

Flamengo disputou clássico vestindo nomes de ídolos negros.









No momento em que o futebol se mobiliza contra o racismo, o Flamengo decidiu prestar uma homenagem simbólica. Neste domingo, todos os jogadores rubro-negros relacionados para o clássico contra o Fluminense, além do técnico Jayme de Almeida e do preparador de goleiros Cantarele, entraram no gramado do Maracanã vestindo a camisa com nomes de alguns atletas negros que fizeram parte da história do clube. A ação também celebra o aniversário da abolição da escravatura no Brasil, com a Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888.

Veja abaixo a escalação do Flamengo para o clássico contra o Fluminense. Em parênteses, o nome de cada jogador homenageado.

Felipe (Ubirajara), Léo Moura (Toninho), Wallace (Marinho), Samir (Domingos da Guia) e André Santos (Jordan); Cáceres (Junior), Márcio Araújo (Adílio), Luiz Antônio (Andrade) e Mugni (Zizinho); Paulinho (Leônidas) e Alecsandro (Índio).

Banco: Paulo Victor (Luiz Borracha), Digão (Beto), Erazo (Manguito), João Paulo (Rodrigues Neto), Amaral (Liminha), Muralha (Geraldo), Mattheus (Silva Batuta), Negueba (Nélio) e Arthur (Cláudio Adão).

Jayme de Almeida usou o nome de Jayme de Almeida, pai, lateral-esquerdo tricampeão estadual 1942/43/44. O prepador de goleiros Cantarele prestou a homenagem a Jarbas, ponta-esquerda campeão estadual de 1939.

Fonte: GE


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/05/Flamengo-disputou-classico-vestindo-nomes-idolos-negros.html

terça-feira, 29 de abril de 2014

Ídolos do Fla - #10 Evaristo de Macedo









Fala Nação, Hoje trarei um pouco da história de Evaristo de Macedo, que foi um dos grandes jogadores da história do Flamengo, além de ter sido ídolo de grandes clubes do mundo como Real Madrid e Barcelona.

Como Jogador

Segundo o 'Velho Lobo' Zagallo, que jogou ao lado de Evaristo no Flamengo, "Evaristo era o tipo do jogador que tinha vaga em qualquer time que escolhesse". E, revelado pelo Madureira, o jogador escolheu defender apenas o Flamengo no Brasil. Ficou cinco anos na Gávea, de 1952 a 1957, o que bastou para se tornar um dos grandes ídolos da história do Mais Querido do Brasil.

Em seu primeiro campeonato, conquistou seu primeiro título: o Campeonato Carioca de 1953. Foram apenas quatro jogos e um gol, do jovem atacante, de 20 anos. Mas, em 1954, o atacante firmou-se entre os titulares e ganhou o posto de ídolo. Mais maduro e com uma participação mais efetiva, o atacante terminou a competição como vice-artilheiro, com 13 gols, e foi um dos destaques da conquista do bicampeonato. No ano seguinte, já nas graças da Nação, repetiu a dose, marcando mais 13 gols, e sendo fundamental para a conquista do segundo tricampeonato estadual do Flamengo.

Tanto sucesso fez com que Evaristo fosse logo chamado para a Seleção Brasileira, onde estabeleceu recorde que segue até hoje: marcou cinco gols em uma única partida, contra a Colômbia, em vitória brasileira pelo placar de 9x0. Foi também vice-campeão sul-americano, e um dos destaques na campanha do Brasil rumo à Copa de 58. Copa que ele acabou não disputando, por ter se transferido para a Europa.

No Velho Continente, Evaristo conseguiu outra façanha. Foi ídolo tanto no Barcelona como no Real Madrid. Ficou cinco anos na equipe basca e dois na madrilenha, conquistando cinco Campeonatos Espanhóis (dois pelo Barça e três pelo Real) e três Copas da UEFA (todas pelo Barcelona). Depois de brigar com o astro do Real, Di Stéfano, o atacante voltou para o Brasil em 65, quando vestiu a camisa do Flamengo mais uma vez antes de se aposentar e começar a trabalhar como treinador.

Como Técnico

Ao menos enquanto durou sua carreira de jogador, o único clube brasileiro que desfrutava de uma ligação incondicional com Evaristo foi o Flamengo, no entanto, esta história mudou quando o agora treinador aceitou o convite para morar em Salvador e assumir o comando do scratch do Bahia no ano de 1970. Sua história com o clube baiano solidificou-se com o tempo, mesmo porque, já na sua estreia frente ao time, Evaristo conseguiu conquistar o Campeonato Baiano de 1970, em 1971 viria o bicampeonato.

No ano de 1972 o treinador se transferiria para outro clube tradicional nordestino, o Santa Cruz. Daquele ano até 1980, Evaristo se alternaria entre Bahia e Santa, conquistando nada menos do que sete estaduais em dez anos.

Após se afastar por cinco anos do futebol, Evaristo de Macedo voltaria em 1985 para treinar o América do Rio. Seu ótimo trabalho o credenciou a treinar a Seleção Brasileira de Futebol que disputaria as Eliminatórias da Copa do Mundo de 1986 no México. Contudo, as atuações do time não foram convincentes e Evaristo acabou sendo substituído pelo mestre Telê Santana. Aquele fato, no entanto, não impediria o ex-jogador de participar da Copa do México. Macedo foi contratado para treinar a Seleção do Iraque no certame.

Em 1988 voltaria ao Brasil, para treinar mais uma vez o Bahia. Daquela vez, o ex-rubro-negro entraria de vez para a história do clube baiano. Depois de faturar pela quarta vez um Campeonato Baiano, Evaristo conduziu o time ao então inédito e heroico Campeonato Brasileiro de 1988.

Depois disso, assumiu Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e até a Seleção do Qatar, até tornar a casa, qual um filho pródigo. Era o ano de 1993 e o Flamengo que havia se tornado pentacampeão brasileiro no ano anterior, já não mais contava com o maestro Júnior, além disso, seu sucessor Jair Pereira havia concedido apenas um terceiro lugar ao time no Campeonato Carioca. No entanto, apesar dos esforços do conceituado treinador, o Mais Querido do Brasil não conseguia bons resultados e assim, Evaristo foi preterido do cargo depois de apenas 24 partidas.

Dando continuidade a sua carreira, Evaristo ainda passaria por diversos outros clubes brasileiros. Em 1997 ganhou a Copa do Brasil pelo Grêmio, vencendo o Flamengo na final. E em 1998 conquistou mais um Campeonato Baiano pelo Bahia. Ainda naquele ano, porém, Evaristo de Macedo voltaria a Gávea para substituir Toninho Barroso.

Na sua segunda passagem como treinador do Fla, ficou por 26 partidas com 13 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, a última delas para o Cruzeiro em uma partida amistosa. Deixou o time em Fevereiro de 1999 sob o comando de Carlinhos, que assumiu o time e o conduziu para o histórico tricampeonato consolidado em 2001.

Em 1999 assumiu o Corinthians. No ano de 2000 voltou mais uma vez pro Bahia, onde conquistou seus últimos títulos como treinador: O sexto campeonato baiano e a Copa do Nordeste de 2001.

Em 2002 voltaria pela última vez a treinar o Flamengo. Ficou até o final do Campeonato Carioca de 2003 quando foi eliminado pelo Fluminense. Ainda depois daquela partida, se desentendeu seriamente com o goleiro Júlio César e ainda no vestiário pediu demissão.

Voltaria mais uma vez ao Bahia, também treinaria o Vitória, mas abandonou a carreira de treinador mesmo comandando o Santa Cruz no ano de 2007.


Fred Henauth
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Fonte: Flapédia


SRN

Fonte: http://www.noticiasfla.com.br/2014/04/idolos-do-fla-10-evaristo-de-macedo.html