quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Henrique Frade















       Henrique Frade nasceu em 3/8/1934 e, segundo o livro 100 anos de bola, raça e paixão, de
Paschoal Ambrósio Filho, Arturo Vaz e Celso Júnior, marcou 216 gols em 412 jogos
pelo Flamengo entre 1954 e 1963, sendo o terceiro maior artilheiro da história
do Clube. Era um camisa 9 clássico.


.Henrique veio para o Flamengo em
1954 e marcou seu primeiro gol pelo Flamengo num Fla-Flu realizado no mesmo ano
em que o Mengão venceu por 5 a 2 (gols de Rubens, Índio, Henrique Frade ,
Genuíno e Evaristo de Macedo), conquistando o título do Torneio Internacional
de Verão desse ano. (Fonte: www.flaestatística.com).


Henrique jogou o Torneio Rio-São
Paulo de 1954 , 1955 e 1956 , além de vários amistosos.


Porém, Henrique não jogou nenhum jogo do Carioca de 1954 e 1955
e ficou na reserva.   Em abril de 1956, o Flamengo conquistou seu
segundo tri carioca ( 1953-1954 e 1955 ) ao vencer o América por 4 a 1 no terceiro
jogo da final com um gol de Duca e três gols de Dida.


Em 1956, num amistoso em que o Flamengo enfrentou o
Sportklubenn Bann, pequeno clube norueguês, e o goleou por 12 a 1. Henrique
marcou quatro gols. Babá, Evaristo e Rubens fizeram dois gols cada um.


         Segundo Ruy Castro, em 1957,  no livro O
vermelho e o Negro (
p. 81 do meu e-book),
Fleitas Solich armou um ataque tão demolidor quanto o do segundo tri
carioca: Joel, Moacir, Henrique, Dida e Zagallo, um dos mais fortes da história
do Flamengo Henrique se firma como titular. .A partir da segunda metade da
década de 50, Henrique começou a aparecer para a torcida do Mengão e
conquistá-la  por ser um bom
centroavante, artilheiro nato e ter muita raça. Mas  entre todos os cinco atacantes rubro-negros citados
acima apenas Henrique não foi convocado para Copa de 1958 na Suécia, a primeira
vencida pelo Brasil. Vale destacar que Babá também foi companheiro de Henrique
no ataque rubro-negro.


     Porém , em 1959, Henrique fez o segundo gol do Brasil em uma
partida contra a Inglaterra no Maracanã. Henrique fez quatro jogos e marcou
dois gols pela Seleção entre 1959 e 1961.


Em 1958, o Flamengo fez boa campanha no Torneio-Rio São
Paulo, mas acabou ficando em segundo lugar. Vale destacar algumas vitórias
rubro-negras na competição . O Flamengo derrotou o São Paulo por 3 a 2 (com
dois gols de Babá e um de Henrique para o Fla), venceu a Portuguesa por 4 a 2
(com gols de Henrique, Moacir, Babá e Luís Carlos), ganhou do Santos por 3 a 2
: o Santos saiu na frente com gols de Pepe e Pelé, mas o Mengão virou o jogo com
gols de Henrique Frade, Dida e Duca. O Flamengo ainda goleou o Palmeiras por 6
a 2 com quatro gols de Henrique e dois de Dida.


    Em 1959, o Flamengo disputou o Torneio Hexagonal de Lima no
Peru. No primeiro jogo, o time perdeu para o Peñarol por 2 a 0. Mas o Fla
reagiu e venceu o Universitário de Lima por 2 a 0 com gols de Henrique e Moacir
na segunda partida. No terceiro jogo, o Mengo derrotou o Colo Colo por 4 a 2 com
um gol de Luís Carlos, um de Moacir e dois de Babá. Na quarta partida, o Fla venceu
o River Plate por 4 a 1 com um gol de Luís Carlos, dois gols de Henrique e um
de Babá e se classificou para a decisão contra o Alianza de Lima. Nesse jogo, o
time peruano fez 3 a 0 aos nove minutos do segundo tempo. Mas o Mengão reagiu e
fez quatro gols em oito minutos. Manuelzinho marcou três gols e um minuto após
o empate Henrique fez o gol da virada e da conquista do título.


     No mesmo ano, Henrique foi artilheiro do Torneio Rio São
Paulo com nove gols. Henrique marcou na vitória de 2 a1 contra a Portuguesa
(Luís Carlos abriu o placar para o Fla e o camisa nove rubro-negro fez o
segundo), na derrota de virada por 3 a 2 para o Santos (gols de Henrique e Dida
para o Fla e de Pagão, Pelé e Pepe para o Peixe), na goleada de 7  a 2 contra o América (um gol de Babá, um de
Dida, três de Henrique e dois de Luís Carlos, no chocolate de 5 a 1 contra o
Corínthians (três gols de Henrique, um de Luis Carlos e um de Roberto para o
Flamengo) e na vitória por 2 a 0 contra o Flu (gols de Henrique e Dida. Mas o
Fla ficou em terceiro lugar na competição.


     Porém em  1961, a história foi outra: o Flamengo
conquistou o Torneio Rio São Paulo. Em uma campanha de altos e baixos, e
contando com craques como Joubert, Jordan, Gérson, Carlinhos, Dida, Henrique
Frade e Joel, o Mengão venceu o São Paulo por 2 a 1 (gols de Dida e Babá) e o
Palmeiras por 3 a 2 (com dois gols de Dida e um de Henrique Frade), mas perdeu
para o Santos, Flu e Bota. Porém, o Flamengo reagiu e venceu a Portuguesa por 2
a 0 (gols de Dida e Babá), o América por 2 a 1 (gols de Carlinhos e Gérson), o
Vasco também por 2 a 1 (gols de Gérson e Babá), o Palmeiras por 3 a 1 ( gols de
Joel, Dida e Gerson ) e o Santos (desfalcado de Pelé ) por 5 a 1 (três gols de
Gerson e dois de Dida). Na final contra o Corinthians, o Flamengo ganhou por 2
a 0, gols de Joel e Dida ,que marcou o segundo após o cruzamento  de Henrique,  sagrando-se campeão do Torneio. Com oito anos,
Zico assistiu à decisão no Maracanã.


      Em 1963, Henrique deixou
o Flamengo e foi para o Nacional do Uruguai, conquistando o Campeonato Uruguaio
e o Torneio Competencia no mesmo ano.


       Em 1964, Henrique foi para a Portuguesa (SP) e passou a ser
chamado de Henrique Frade porque a equipe paulista tinha um lateral esquerdo
Henrique Pereira, sendo necessário usar o sobrenome para diferenciar os dois.


     Henrique Frade ficou na Lusa até 1965, quando foi para o
Atlético-MG. Mas em 1966, o atacante voltou para a Portuguesa e também jogou
pelo Formiga Esporte Clube, atuando como jogador até o ano seguinte .


    Desde 1997, Henrique teve problemas de locomoção devido a
uma fratura mal calcificada em uma de suas pernas. Henrique faleceu em 2004.


     Gostei muito de pesquisar sobre a história de Henrique
Frade, um dos maiores ídolos e artilheiros da história rubro-negra.


 Fontes:


http://www.flaestatistica.com/jogadores.html


Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo.
Editora Abril : 2001..


Castro, Ruy. O
vermelho e o negro.
Edição revista e ampliada. São Paulo: Companhia das
Letras, 2012.


Vaz, Arturo e Júnior, Celso. Acima de tudo rubro-negro: a história do
C. R Flamengo. Rio de Janeiro: Paju Editora, 2008.


————— e  Filho, Paschoal
Ambrósio. 100 anos de bola, raça e
paixão:
a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária
Editora: 2012.







Agradeço também a ajuda de Bruno Lucena.











SRN

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2015/02/henrique-frade.html

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

BRIGA DE HOLOFOTES















O Vanderlei Luxemburgo está irritado com toda essa onda que se formou por causa da saída do Leonardo Moura, que vai jogar nos Estados Unidos, ao final do Campeonato Carioca.





E todo esse nervosismo do técnico tem alguns motivos. Todos ligados à reação da maior parte da Nação Rubro-Negra:





1 - Leonardo Moura vestiu o Manto por 10 anos e é ídolo da torcida, que não está gostando de ver como o lateral-direito está sendo tratado. A renovação de contrato por apenas seis meses foi um absurdo, um desrespeito aos serviços prestados pelo jogador, e mostra, mais uma vez, a falta de sensibilidade e de sintonia entre nossa diretoria e a torcida.





2 - Em 10 anos não apareceu ninguém com capacidade de tirar a vaga do Moicano. E olha que tentaram bastante... E o cara já está com 36 anos... E ganhou tudo que podia pelo Flamengo, menos a Libertadores.





3 - O Luxembugo bota fé no Pará, esse bonde que veio do Grêmio e que a torcida já viu que não vai funcionar. Só se o Pará virar jogador de futebol e não ser apenas um trator desvairado.





4 - Nas coletivas, os jornalistas sempre perguntam alguma coisa sobre o Leonardo Moura, o que deixa o Vanderlei irritadíssimo. Ele está doido para que o Léo vá embora logo. 





5 - A torcida não pode ver o Leonardo Moura passar, se dirigindo para o banco de reservas, que começa a gritar o nome dele.





6 - O Pofexô não gosta de "dividir holofotes".







Leonardo Moura, um ciclo que termina


A diretoria do Flamengo ficou zangadinha porque ficou sabendo, pela imprensa, das negociações do lateral-direito com o soccer norte-americano, porque o jogador ainda tem contrato em vigor com o clube.





Já ouvi minha avó falar que "pau que dá em Chico, dá em Francisco".





E como foi a demissão do técnico Jayme de Almeida, que fazia um bom trabalho e também estava com o contrato em vigor?





O Jayme soube de sua demissão pela imprensa!





Só depois é que alguém do Fla (deve ter sido o Wallim, aquele vice de futebol que não entendia nada de futebol) o comunicou oficialmente, por telefone, no final do dia.





Um ato nada decente. Não se demite ninguém pelo telefone ou pela imprensa. Se demite alguém com dignidade, frente a frente, olho no olho.





Isso, sim, é "coisa de homem", como diria, mais uma vez, a minha avó.





Agora, se o Flamengo jogou mal contra o Madureira e empatou com um gol roubado, é porque a torcida vaiava o Pará, que estava mal no jogo?





Claro que não. Quase todos os jogadores estavam mal naquela partida.





O grande rubro-negro Mario Cruz, fez uma lista e o comentário dos maiores laterais-direitos da história do Flamengo:





1 - Leandro, dispensa comentários. O melhor de todos, não apenas do Flamengo.





2 - Toninho, como dizia Saldanha, um cavalo de raça.





3 - Léo Moura, um jogador que é eleito 4 vezes seguidas (2006/2009) o melhor da posição no Brasileirão, tem um aval inquestionável. Tinha muito mais habilidade que Jorginho.





4 - Jorginho, muito bom jogador. Nada demais. Quando Mazinho apareceu no Vasco, fiquei com pena de Jorginho...





5 - Murilo, grande pulmão. Jogador sério, esforçado, normal.





Concordo plenamente com o sábio Mário.







SRN

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2015/02/briga-de-holofotes.html

SÓ EMPATAMOS PORQUE O BANDEIRINHA AJUDOU















Tudo bem, que o Madureira tem um time arrumadinho, com bons jogadores etc e tal.





Mas, o Flamengo é o Flamengo e não poderia, nunca jogar da maneira que jogou e empatar em 1 x 1 com o Tricolor do Subúrbio.





Como erramos passes!





O Cáceres então, segundo a transmissão da TV Globo, teve um momento que já havia errado 13 passes em 15!





E, pior, empatamos com um gol ilegal, no segundo tempo. A bola chutada pelo Bressan foi defendida pelo goleiro do Madura antes de ultrapassar totalmente a linha.




Bressan comemora o gol que não entrou, mas valeu





O bandeirinha não viu e deu o gol.





O problema não é nosso.





O Madureira jogou retrancadinho com o Fla, mas o gol dos caras foi bonito. Um belo chute de fora da área do Luiz Paulo, na gaveta da meta defendida pelo Paulo Victor. Golaço!





É o nosso segundo empate contra times pequenos (o primeiro foi na estreia contra o Macaé, também por 1 x 1) e isso nos custou a liderança do Cariocão, que está nas mãos do Botafogo, time da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.





E só estamos em segundo por causa do saldo de gols, pois o Volta Redonda também tem 14 pontos ganhos.





Luxemburgo viu que o Arthur Maia caiu bastante de produção e pouco ajudou a equipe. E olha que o cara começou o campeonato jogando muito bem.





Quer dizer que potencial ele tem. Agora é descobrir o que está acontecendo. Pode ser posicionamento em campo, talvez. 





O Luxemburgo ganha muito bem para solucionar este problema.





Quem teve uma pequena queda de rendimento foi o Nixon. Continua veloz, mas anda errando muitos passes e finalizações.





Pra piorar, os laterais rubro-negros são uma lástima.





O Pará e o Thallyson não poderiam estar vestindo o Manto Sagrado.





O Leonardo Moura está indo embora...





Perneta, velho, seja o que for, ele é bem melhor que as duas figuraças, Pará (que cuida muito bem de seu cabelo) e Thallyson (fraquinho, fraquinho...)





Pará é típico lateral de time pequeno. Muita força, muita garra e nenhuma qualidade.





Não vai se criar no Flamengo, a não ser que aprenda a jogar futebol.





Por quanto tempo vamos viver a sina das laterais?





Só quem jogou bem de verdade foi o Marcelo Cirino, o Everton e o Canteros.





Bressan e Samir cumpriram seu papel na zaga.





Domingo tem clássico, exatamente contra o Botafogo, que está com um time aparentemente arrumadinho.





O Flamengo tem que trabalhar bastante esta semana e arrumar a casa, senão está arriscado a perder para um time da Segunda Divisão.





Abre o olho Pofexô!







SRN

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2015/02/so-empatamos-porque-o-bandeirinha-ajudou.html

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

CIRINO ACABOU COM O JOGO















Ainda bem que o Flamengo tinha o Marcelo Cirino em noite inspirada, diante do Boavista.






Bem, pelo menos no segundo tempo...





A mais cara contratação do ano fez o primeiro gol e deu o passe para Everton fechar o placar em 2 x 0, em cima do Boavista.





E o Mengão, pra variar, acabou assumindo a liderança do Cariocão.







Marcelo Cirino, o nome do jogo


No primeiro tempo, com Cirino sendo pouco acionado, o Flamengo deu um show de incompetência nas finalizações e poderia ter saído de campo com pelo menos dois ou três gols marcados.





Arthur Maia não foi nada bem. A pior partida dele, desde que chegou ao Flamengo.





Outro que jogou mal foi o Canteros, errando muitos passes.





A má atuação destes dois jogadores atrapalhou bastante para o time furar a retranca bem fechadinha do Boavista.





No segundo tempo, o Flamengo botou o time pra correr e deu a lógica: vitória rubro-negra.





Nada mais a falar desta peladinha que rolou no Maraca (é nosso).





No domingo, nossa próxima vítima será o Madureira.






Ah... Já ia me esquecendo. 





Viram o Thallyson?





Viram como ele bate lateral certinho, bonitinho, dentro da regra?





O orgulho da mamãe...





Mas, não joga nada, nada, nada...





Acabou substituído pelo já "imortal" Leonardo Moura, um dos maiores ídolos da história do Flamengo.





Aliás, o Moicano vai embora, para os Estados Unidos, jogar no timeco do Ronaldo Fofômeno.







SRN

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2015/02/cirino-acabou-com-o-jogo.html